O agronegócio brasileiro foi surpreendido por um movimento que expõe, de forma clara, os riscos estruturais do setor.
Com atuação em larga escala — 17,7 mil hectares plantados, cerca de 3 mil colaboradores e presença em diversos estados brasileiros — o grupo construiu, ao longo de décadas, uma posição de destaque na produção de hortaliças, grãos e derivados. Agora, enfrenta o maior desafio de sua história.
Embora o passivo total seja bilionário, o Grupo Trebeschi pede recuperação judicial abrangendo R$ 637,1 milhões, valor que corresponde às dívidas concursais — aquelas que podem ser renegociadas no processo.
A outra metade da dívida é composta por obrigações fiscais e extraconcursais, que, por legislação, não entram na recuperação judicial e permanecem exigíveis fora do plano de reestruturação.
Além disso, o grupo solicitou à Justiça: sigilo judicial sobre o processo e o período de 180 dias de blindagem contra execuções e cobranças; suspensão de arrestos de bens.
O grupo Trebeschi pede recuperação judicial e, segundo os envolvidos, essas medidas são consideradas essenciais para garantir fôlego financeiro e operacional, permitindo que a empresa continue funcionando enquanto negocia com credores.
Sistema financeiro exposto: bancos e gigantes do agro na lista. A dimensão do problema fica ainda mais evidente ao analisar a lista de credores.
Instituições financeiras e multinacionais do agro estão entre os principais impactados, o que amplia o alcance da crise. Entre os principais credores estão: Itaú – cerca de R$ 213 milhões; Santander – aproximadamente R$ 154 milhões; Sicoob – R$ 122 milhões; Rabobank – R$ 82 milhões; Banco do Brasil – R$ 49 milhões. Além deles, empresas globais como ADM, BASF e Syngenta também figuram entre os credores.
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